• Inicial
  • Simone de Beauvoir
  • Obras
  • Sobre o blog
  • Sobre a autora

Simone de Beauvoir

Feeds:
Posts
Comentários
« 9 de janeiro, o dia de Simone de Beauvoir
30 anos sem Simone de Beauvoir »

Dez curiosidades que ajudam a compreender O segundo sexo

20/07/2015 por Beauvoiriana

  1. Lançado na França em maio de 1949, o primeiro volume de O segundo sexo foi um fenômeno editorial. Na primeira semana, 22 mil exemplares foram vendidos.
  2. Logo depois desse sucesso de vendas, o livro foi retirado de várias livrarias, devido às reações hostis contra a obra e a autora.
  3. Colette Audry, escritora, professora e militante socialista francesa que era amiga de Simone de Beauvoir, sempre teve um projeto de escrever um livro sobre mulheres. Quando O segundo sexo foi publicado, ela se tornou uma das principais defensoras da obra. Audry viajou pela França dando conferências sobre o livro da amiga. (Sororidade rocks!)
  4. François Mauriac – sim, o autor de Thérèse Desqueyroux, aquele livro incrível – foi um dos principais opositores da obra. Ele organizou um debate convocando intelectuais franceses a criticarem a obra nos jornais e revistas franceses logo após o lançamento. (Vale registrar que Mauriac era um dos principais nomes da intelectualidade de direita e católica na França naquele momento.)
  5. Trechos do livro foram publicados – antes do lançamento – na revista Les Temps Modernes, que Beauvoir dirigia juntamente com Jean-Paul Sartre. As vendas da revista, nas edições em que os trechos foram publicados, bateram recordes. A edição com trechos do volume 1 vendeu 513.418 exemplares; a edição com trechos do volume 2 vendeu 459.237 exemplares.
  6. Em 1956, o livro entrou para o Index, a listra de livros proibidos criada pela igreja católica para controlar as leituras dos fiéis. Os mandarins, que Beauvoir lançou em 1954, também entrou para a lista no mesmo ano.
  7. Também em 1956, O segundo sexo foi proibido em Portugal e na Rússia.
  8. Por causa do livro, alguns setores da intelectualidade comunista francesa apelidaram Beauvoir de “sufragete da sexualidade”.
  9. Entre os grupos intelectuais mais influentes na França no momento – católicos e protestantes (ambos de viés direitista), comunistas e existencialistas (ambos de esquerda) – os mais receptivos e objetivamente críticos à obra foram os protestantes. Até mesmo dentro do existencialismo Beauvoir desagradou alguns intelectuais (especialmente Camus, que afirmou que Beauvoir atingiu a honra do “macho” francês. Beauvoir conta esse episódio em A Força das Coisas.)
  10. As organizações femininas na época procuraram se desconectar da polêmica gerada pelo livro. Em sua maioria ligadas à igreja católica e ao partido comunista, essas associações não concordavam com duas das principais pautas da agenda política inaugurada pelo livro no contexto da sociedade francesa da época: o direito à contracepção gratuita e o direito ao aborto legal.

Estes itens foram listados a partir da leitura do livro Les Années Beauvoir, de Sylvie Chaperon. Mas há um artigo da autora, anterior ao livro, que foi traduzido para o português pelo periódico Cadernos Pagu e que traz mais detalhes sobre a recepção de O segundo sexo na França: “O “auê” sobre O segundo sexo” (download do pdf).

Anúncios

Share this:

  • Clique para enviar por email a um amigo(abre em nova janela)
  • Clique para compartilhar no Reddit(abre em nova janela)
  • Clique para imprimir(abre em nova janela)
  • Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)
  • Clique para compartilhar no Pinterest(abre em nova janela)

Curtir isso:

Curtir Carregando...

Publicado em gênero, O segundo sexo | Etiquetado existencialismo, França, gênero, história, intelectuais, livros, mulheres |

  • No Tumblr

    Simone de Beauvoir
  • No Twitter

    Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

  • No Facebook

    No Facebook
  • Mais textos da autora

    Ensaios e Erros
    Plenos Poderes
    Umbigo das Coisas
    Instantâneos Sociológicos-OPS
    Tecituras
    Carta Potiguar
  • Translate

    English
    Français
    Español
  • Categorias

    ambiguidade amigos amores Brasil breves Com a palavra conexões contingência ensaios Existencialismo Fernanda Montenegro filosofia guerras imagens infância intelectuais liberdade literatura livros memórias mulheres Paris política religiosidade Sartre sorteio teatro trechos viagens violência
  • Posts

    • abril 2016 (1)
    • julho 2015 (1)
    • janeiro 2015 (1)
    • janeiro 2014 (1)
    • agosto 2013 (1)
    • abril 2013 (1)
    • janeiro 2013 (1)
    • outubro 2012 (2)
    • agosto 2012 (4)
    • julho 2012 (3)
    • junho 2012 (2)
    • maio 2012 (8)
    • abril 2012 (1)
    • março 2012 (1)
    • fevereiro 2012 (1)
    • dezembro 2011 (1)
    • setembro 2011 (1)
    • maio 2011 (1)
    • abril 2011 (1)
    • março 2011 (1)
    • fevereiro 2011 (1)
    • janeiro 2011 (8)
    • dezembro 2010 (1)
    • novembro 2010 (4)
    • outubro 2010 (2)
    • setembro 2010 (2)
    • agosto 2010 (1)
    • maio 2010 (2)
    • abril 2010 (1)
  • Licença

    Licença Creative Commons
    This blog is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 3.0 Unported License.
  • RSS

    • RSS - Posts
    • RSS - Comentários
  • Sobre os comentários

    Não serão publicados ou respondidos comentários machistas, xenófobos, racistas, homofóbicos ou preconceituosos de qualquer tipo, nem ofensas, incitação a qualquer forma de violência, spams, correntes ou propagandas.
  • Anúncios

Blog no WordPress.com.

WPThemes.


loading Cancelar
Post não foi enviado - verifique os seus endereços de e-mail!
Verificação de e-mail falhou, tente novamente
Desculpe, seu blog não pode compartilhar posts por e-mail.
Privacidade e cookies: Esse site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.
Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte aqui: Política de cookies
%d blogueiros gostam disto: