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Archive for the ‘guerras’ Category

Apenas minhas relações com Castor* escapam ao absurdo da morte porque elas são perfeitas e, em cada instante, tudo o que elas podem ser. Minha única expectativa é que elas continuem indefinidamente.

Jean-Paul Sartre. Diário de uma guerra estranha. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. 23 de setembro de 1939. p. 46.

*Castor era como Sartre chamava Simone de Beauvoir, por causa da semelhança do sobrenome Beauvoir com a palavra Beaver, em inglês e porque Simone era trabalhadora como um castor.

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Simone de Beauvoir tinha apenas seis anos em 1914, quando a Primeira Guerra Mundial começou. Mas ela se lembrava daquele dia, em que brincava com a irmã e a prima Jeanne em Meyrignac, e o descreveu em suas memórias assim:

Certa manhã, brincávamos no monte de lenha com a serragem fresca quando dobraram os sinos: a guerra fora declarada. Ouvira pela primeira vez a palavra um ano antes em Lyon. Em tempo de guerra, tinham me dito, os indivíduos matam outros indivíduos: para onde fugiria eu? No decorrer do ano papai explicara-me que a guerra significa a invasão de um país por estrangeiros e pus-me a temer os numerosos japoneses que então vendiam leques e lanternas de papel nas praças. Mas não eram eles, nossos inimigos eram os alemães […]

Simone de Beauvoir em Memórias de uma moça bem-comportada, página 31. Nova Fronteira, 2009.

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